Artigo de opinião por: Jorge Nunes
Benguela: chegou a hora de decidir que província queremos ser
Entre a memória da cidade dos quintais e a urgência de construir uma verdadeira estratégia turística, Benguela precisa de voltar a olhar para o seu potencial.
Houve um tempo em que Benguela era conhecida como a cidade dos quintais. As casas respiravam, os jardins faziam parte da paisagem e as árvores ajudavam a definir a identidade da cidade. Havia também as famosas acácias rubras que, quando floriam, transformavam ruas inteiras num cenário de beleza difícil de esquecer.
Hoje, basta percorrer a cidade para perceber que muito dessa identidade se perdeu.
Os quintais desapareceram, as acácias são cada vez menos e, ano após ano, assistimos a podas realizadas sem qualquer visão urbanística, deixando ruas despidas de sombra precisamente quando mais precisamos dela. As árvores deixaram de ser encaradas como património urbano para passarem a ser vistas apenas como um obstáculo.
Mas esta reflexão não é apenas sobre árvores.
É sobre turismo. É sobre desenvolvimento. É sobre futuro.
Benguela tem uma responsabilidade turística
Benguela é, depois de Luanda, a província com maior capacidade hoteleira de Angola. Concentra dezenas de unidades hoteleiras, centenas de quartos e reúne condições naturais que muitos destinos internacionais gostariam de possuir.
Esta realidade deveria representar uma enorme responsabilidade.
Porque uma província com esta capacidade não pode continuar sem uma estratégia turística consistente.
Quando cheguei a Angola, em 2009, Benguela vivia um período de transformação. Recuperavam-se passeios, asfaltavam-se ruas, existia uma dinâmica de crescimento e, acima de tudo, sentia-se que havia diálogo entre o Executivo e os empresários. O setor privado era ouvido e participava na construção da província.
Hoje, essa dinâmica praticamente desapareceu.
O que mudou verdadeiramente no turismo de Benguela entre 2009 e 2026?
A resposta, infelizmente, é simples.
Muito pouco.
O produto turístico continua praticamente o mesmo. Os mesmos locais, os mesmos problemas, a mesma ausência de inovação e a mesma falta de uma estratégia integrada.
Lobito
O Oceano Boutique Hotel, localizado na Restinga do Lobito é um espaço acolhedor na primeira linha da praia.
Lobito
Tranquilidade, conforto e segurança para a sua estadia de lazer ou de negócios. Albergaria H&L é a mais recente unidade habitacional localizado na cidade do Lobito, a 15 minutos do Aeroporto Internacional de Catumbela, perto da estação ferroviária, a 5 m
Lobito
Moderna unidade hoteleira, inaugurada a 14 de Dezembro de 2011. Está situada na zona comercial, rua 15 de Agosto Nº 86/88. Dista apenas a 500 mts da zona da praia (Restinga). Hotel com 58 quartos, 3 suites, um Restaurante e um Bar com vista Panorámica no
Lobito
Situado no Lobito, o Turimar Business Hotel é um hotel moderno, que oferece 40 quartos amplos, 7 suites e 4 apartamentos, com decoração contemporânea e equipados com todas as conveniências, para estadias de negócios ou de lazer. A excelente localização d
Baia Azul
Situado entre montanhas com cerca de 120 hectares em que 100 são reservados para o nosso safari, o CV LODGE & SPA, o lodge de luxo mais impressionante de Benguela
Baía Farta
Inserido do Parque Ambiental AMAC, o Lodge Kapembawé oferece serviços nas áreas do lazer e entretenimento. Com uma localização privilegiada em Benguela, com 20 Bungalows, 6 casas de madeira, 16 quartos low-cost e 1 casa familiar com 3 quartos. Destacam-se
Cubal
Moderna unidade hoteleira, inaugurada a 14 de Dezembro de 2011. Está situada na zona comercial, rua 15 de Agosto Nº 86/88. Dista apenas a 500 mts da zona da praia (Restinga). Hotel com 58 quartos, 3 suites, um Restaurante e um Bar com vista Panorámica no
Lobito
Casa Rosa mais que um Hotel de Charme, situado no coração da Restinga do Lobito, um dos pontos mais preferidos dos turistas.
Baia Azul
O hotel está situado a 30 km da cidade de Benguela, Baía Azul com características linhas contemporâneas de inspiração marítima.
Lobito
A sua excelente localização faz da Uami a sua melhor escolha para férias, fins-de-semana ou alojamento no Lobito. Temos 18 quartos temáticos num curioso mix entre a riquíssima cultura Angolana e uma arriscada abordagem criativa de conforto e contemporanei
Benguela
Aparthotel Calmito, está localizado a sul de Benguela junto ao antigo posto de controle.
Benguela
O Flow Hotel Benguela está no coração da cidade. A capital da província de Benguela fica a apenas 5Km. Devido à proximidade à capital da província e ao aeroporto, o nosso Hotel é perfeito para passageiros, empresários e turismo de negócios.
Lobito
O Hotel Baia da Restinga está situado no Lobito - Restinga/Rua Dona Maria Segunda.
Lobito
O Almar aparthotel é a dose perfeita para misturar negócios e lazer.
Lobito
Situado no coração do Lobito, oferecemos uma experiência de hospedagem que alia conforto, sofisticação e um atendimento personalizado.
Benguela
Hotel Residencial Kuyoya está localizado em Benguela, na rua General João de Almeida , frente as Bombas de combustível da sonangol , junto ao cine Kalunga Tem 26 quartos cada um com categorias especificas , além disso, possui uma esplanada, restaurante e
Benguela
Localizado no centro da cidade das acácias rubras, distingue-se pelo charme e glamour das restantes unidades hoteleiras da região pelo facto de ter uma oferta diferenciada. Constituído por apartamentos com uma decoração exclusiva, esta unidade hoteleira c
Benguela
O Hotel Praia Morena, uma das principais referências hoteleiras da Província de Benguela dispõe, para além dos serviços de Alojamento, dispõe ainda de outros serviços à vossa disposição:
Benguela
Residencial VG em Benguela, uma solução económica para suas estadias. Proporcionamos uma estadia confortável e agradável, com quartos que oferecem WC privado, TV a cabo e ar condicionado. Além disso, desfrute de um estacionamento privativo. Venha conhec
Benguela
Residencial VG em Benguela, uma solução económica para suas estadias.
A Restinga perdeu capacidade de atração
A Restinga, que durante muitos anos foi um dos grandes cartões de visita da província, perdeu capacidade de atrair visitantes. O número de pessoas que ali procuram lazer diminuiu, a dinâmica comercial enfraqueceu e a renovação que tantas vezes foi prometida continua por acontecer.
Hoje, a Restinga já não representa, para muitos visitantes, o espaço turístico, comercial e de lazer que representou no passado.
Não basta ter mar, praia e uma paisagem privilegiada. É necessário criar experiências, cuidar do espaço público, garantir segurança, limpeza, animação, restauração e serviços capazes de levar as pessoas a permanecer no local.
A Praia Morena deixou de ser convidativa
A Praia Morena, um dos espaços mais emblemáticos da cidade, deixou de proporcionar aquilo que qualquer destino costeiro deveria oferecer: espaços agradáveis para tomar um café, restaurantes de qualidade junto ao mar, zonas de sombra, áreas de permanência e condições para apreciar um dos mais belos pores-do-sol de Angola.
Não temos um espaço verdadeiramente convidativo onde uma família, um visitante ou um turista possa sentar-se, descansar, beber um café, fazer uma refeição e apreciar o mar com conforto.
Temos a paisagem, temos a localização e temos o potencial.
O que não temos é uma estratégia para aproveitar tudo isso.
Onde Comer
Lobito
No coração da Zona Comercial do Lobito, em frente ao emblemático jardim do Banco Nacional de Angola, nasce um espaço pensado para quem aprecia mais do que um simples café.
Lobito
Localizado na fascinante Restinga do Município do Lobito, na Praceta Luís de Camões n.º 8, junto ao prédio Sol, inaugurado em Agosto de 2018.
Lobito
O Alfa Beach bar é um ícone do turismo na cidade do Lobito, Angola. Localizado à beira-mar, é conhecido por sua hospitalidade e capacidade de receber os turistas que nos visitam. Com o objetivo de servir os clientes da melhor forma, possui junto à estrad;
Benguela
Localizado no centro da cidade de Benguela, é uma das referencias para quem pretende almoçar ou jantar na cidade.
A Baía Azul resiste graças à comunidade
A Baía Azul, considerada por muitos uma das praias mais bonitas do país, sobrevive sobretudo graças ao esforço e à dedicação da comissão de moradores e da comunidade local.
Sem esse trabalho voluntário e sem o empenho de quem vive naquela zona, dificilmente se manteria o nível mínimo de organização que ainda hoje apresenta.
Uma praia com a importância turística da Baía Azul não pode depender quase exclusivamente da boa vontade dos moradores para assegurar limpeza, organização e preservação.
É necessário um plano próprio, com responsabilidades definidas, regras de ocupação, gestão de resíduos, fiscalização, segurança, animação turística e valorização dos investimentos já existentes.
Grandes anúncios, poucos resultados
Enquanto isso, continuam a surgir anúncios de grandes projetos.
Em 2013 falou-se da construção de uma cidade na Baía dos Elefantes.
Passaram mais de dez anos.
Onde estão os empregos prometidos?
Onde estão os investimentos capazes de transformar aquela zona?
Pouco foi construído, poucos postos de trabalho foram criados e o impacto real na economia regional continua por demonstrar.
Mais recentemente surgiu o anúncio da futura cidade turística da Praia da Lua.
Naturalmente, todos desejamos que esse projeto tenha sucesso.
Mas também aprendemos que anúncios não criam emprego, não aumentam o número de visitantes nem resolvem os problemas que existem hoje.
Talvez daqui a dez ou quinze anos estes projetos apresentem resultados e demonstrem que esta preocupação estava errada.
Mas, até lá, as empresas precisam de pagar impostos, os trabalhadores precisam de rendimento e os jovens precisam de oportunidades.
Os jovens que hoje procuram o primeiro emprego já não serão jovens daqui a quinze anos.
As empresas que hoje atravessam dificuldades podem já não existir quando esses grandes investimentos começarem a produzir resultados.
- As empresas precisam de clientes hoje.
- As famílias precisam de rendimento hoje.
- A província precisa de resultados hoje.
Locais a visitar
Lobito
Uma sala para 1200 espectadores
Lobito
Implantado na Restinga do Lobito, este edifício dos Correios é um dos marcos modernistas da paisagem urbana costeira.
Lobito
O Farol do Lobito, é um farol angolano localizado no cimo das escarpas no lado este da entrada do porto e baía de Lobito, em frente à ponta da restinga, a norte da cidade de mesmo nome, província de Benguela.
Baía Farta
Estação Arqueológica do Dungo
Baía Farta
Situado junto à estrada do Dombe Grande, dista cerca de 30 km da cidade de Benguela, abrange uma área de 150 Km2 maioritariamente constituída por uma planície elevada rodeada por montanhas mais ou menos escarpadas e com altitudes variando entre os 50 m e
Locais de Interesse
Cubal e Ganda são cidades e municípios da província de Benguela, mais conhecidos pela vida local autêntica, rios e paisagens rurais em Angola.
Egito Praia
Monumento secular da arquitetura militar situado no Egipto Praia.
Lobito
A Restinga de Lobito, também conhecida como **Ponta da Restinga**, é um acidente geográfico do tipo **restinga** em Angola.
Baía Farta
A sul de Benguela está este local paradisíaco, raramente é frequentado por visitantes, nem sequer pelos habitantes de Benguela.
Baía Farta
A praia é a da macaca. O sabor, é a sal, a poucos quilômetros do município da Baía Farta.
Lobito
Os mangais são vistos como o berçário de espécies marinhas, bacias de retenção das águas pluviais, protegem a orla marítima da erosão e inundações, entre outras funções.
Catumbela
A Casa do primeiro Administrador da Catumbela, frequentemente referida em fontes antigas como “residência do chefe do concelho”, ergue-se no Morro da Catumbela, em ponto estratégico sobre o vale e o curso do rio.
Lobito
O Museu Etnográfico do Lobito, localizado no município com o mesmo nome, província de Benguela, é o retrato fiel da diversidade etno cultural dos povos de Angola, como prova a composição do seu acervo museológico.
Lobito
A Praia da Hanha fica a poucos quilómetros da cidade do Lobito (província de Benguela), cerca de 13 km em linha reta a partir da Ponte da Restinga.
Lobito
Autoria do arquiteto Vasco Regaleira
Benguela
A praia Morena situa-se em Angola na província de Benguela, cidade de Benguela.
Baía Farta
A “Companhia do Açúcar de Angola SA” foi fundada 4 de Março de 1920 por António de Souza Carneiro (mais tarde António de Souza Carneiro Lara).
Catumbela
Catumbela vila-cidade mesmo, não só a que fica na passagem entre Lobito e Benguela à sombra da Cassequel.
Baía Farta
A praia da Lua é um recanto espetacular de aguas límpidas e calmas. O seu formato da-lhe o nome.
Benguela
O museu é uma instituição de carácter científico, de investigação, de formação de quadros, de conservação e de informação arqueológica.
Estamos a deixar degradar aquilo que já temos
Talvez o maior problema seja precisamente esse.
Continuamos a falar de grandes projetos para o futuro enquanto deixamos degradar aquilo que já temos.
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Não estamos a criar cultura turística.
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Não estamos a valorizar suficientemente o espaço público.
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Não estamos a formar jovens para responder às necessidades reais do setor.
Continuamos a promover formações sem estratégia, sem ligação efetiva às empresas e sem uma compreensão clara das necessidades do mercado de trabalho.
Os jovens terminam muitas dessas formações sem experiência prática, sem acompanhamento e sem verdadeiras oportunidades de integração profissional.
Formar apenas para apresentar números não é desenvolver o turismo.
Formar deve significar preparar pessoas para trabalhar, criar negócios, prestar bons serviços e contribuir para a economia.
Benguela está a perder protagonismo
Ao mesmo tempo, Benguela parece ter perdido protagonismo nas prioridades nacionais do turismo.
Hoje fala-se da Huíla, fala-se do Namibe, anunciam-se investimentos e estratégias para outras regiões, enquanto Benguela vai ficando para trás, apesar de continuar a reunir algumas das melhores condições naturais, hoteleiras e infraestruturais do país.
Numa altura em que se discute o futuro do Aeroporto Paulo Teixeira Jorge e em que foi apresentado um plano de ação capaz de criar uma nova dinâmica para Benguela e para toda a região Sul, é legítimo perguntar por que razão a província continua sem uma posição mais forte na estratégia turística nacional.
Será que vamos passar a chamar Benguela de “Benguela Velha”?
Uma província que vive apenas da memória do que já foi corre o risco de deixar de construir aquilo que ainda pode ser.
Benguela não pode transformar-se num destino conhecido apenas pelas histórias do passado, pelas praias que já foram mais frequentadas, pelos espaços que já tiveram vida e pelas oportunidades que nunca chegaram a concretizar-se.
Não precisamos apenas de dinheiro
Perante este cenário, talvez seja altura de deixarmos de discutir apenas grandes investimentos e começarmos a trabalhar em soluções realistas.
Não precisamos necessariamente de milhões para iniciar uma transformação.
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Precisamos de organização.
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Precisamos de liderança.
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Precisamos de diálogo.
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Precisamos de responsabilidades definidas.
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Precisamos de estratégia.
Muitas das ações necessárias podem começar com melhor gestão, organização do espaço público, envolvimento das empresas, fiscalização, comunicação, criação de pequenos eventos e valorização dos recursos existentes.
Três planos de ação para começar
Talvez tenha chegado o momento de desenvolver três planos de ação simples, objetivos, realistas e exequíveis.
Um plano de ação para a Restinga
Um plano que defina o modelo de desenvolvimento turístico e comercial da zona, organize os espaços, melhore a limpeza, a iluminação, a segurança, os acessos e incentive novos serviços de restauração, lazer e animação.
Um plano de ação para a cidade de Benguela
Um plano que recupere a identidade da cidade, valorize os quintais, os jardins, as acácias, os passeios, as praças, os monumentos, a Praia Morena e os espaços públicos.
Uma cidade turística deve ser agradável para quem a visita, mas, acima de tudo, deve ser agradável para quem nela vive.
Um plano de ação para a Baía Azul
Um plano que reconheça a importância da comunidade local, mas que não coloque sobre os moradores toda a responsabilidade de gerir um dos principais destinos balneares da província.
É necessário organizar os acessos, os estacionamentos, a limpeza, a fiscalização, os resíduos, as atividades comerciais, a segurança e a proteção ambiental.
Estes três planos devem ter objetivos claros, metas mensuráveis, prazos, responsabilidades definidas e ações que possam ser executadas de forma faseada.
Devem envolver o Governo Provincial, as administrações municipais, o setor privado, as associações, as comunidades locais e a sociedade civil.
O turismo não vive apenas de hotéis
Porque o turismo não vive apenas de hotéis.
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Vive de cidades agradáveis.
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Vive de praias cuidadas.
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Vive de espaços públicos bem tratados.
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Vive de bons serviços.
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Vive de experiências memoráveis.
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Vive de pessoas.
Benguela continua a ter tudo para ser uma das grandes referências turísticas de Angola.
Tem localização, história, praias, cultura, gastronomia, capacidade hoteleira, acessos rodoviários, caminhos de ferro e um aeroporto com potencial para servir toda a região.
Mas o tempo começa a jogar contra nós.
Queremos continuar a viver da memória da Benguela que já fomos, uu queremos finalmente construir a Benguela que ainda podemos ser?
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