A Casa do primeiro Administrador da Catumbela, frequentemente referida em fontes antigas como “residência do chefe do concelho”, ergue-se no Morro da Catumbela, em ponto estrategico sobre o vale e o curso do rio.
O seu valor principal é o histórico institucional, pois, simboliza a instalação do poder administrativo colonial na zona e o projeto de organizar, no morro, um novo núcleo urbano ligado à então chamada Nova Asseiceira (designação oitocentista de Catumbela).
Em 1836, por decreto de D. Maria II, foi formalizada a fundação de Nova Asseiceira na margem esquerda do rio Catumbela; nessa altura, as fontes registam a construção da residência do chefe do concelho no Morro da Catumbela, o edifício que a tradição local identifica como a Casa do 1.º Administrador.
Relatos locais referem que a “primeira residência do primeiro administrador colonial” terá tido obra iniciada em 1770 e inauguração em 1836.
O morro onde assenta a casa acolhe ainda o Reduto de São Pedro da Catumbela (1846-1847), fortificação construída para controlar revoltas locais e proteger a passagem do rio.
A documentação disponível descreve a casa como residência senhorial de comando, implantada no alto do morro, com vocação panorâmica e de controlo territorial (relação direta com o rio e os acessos). O valor reside menos no requinte arquitetônico e mais na implantação estratégica e no papel simbólico enquanto sede do poder concelhio no século XIX.
A Antiga Residência do Administrador da Catumbela encontra-se classificada como património pelo Estado angolano por Despacho n.º 43, de 18 de Abril de 2001, incluindo-a no rol de bens protegidos do município.
A casa e o reduto compõem um conjunto de referência para a leitura da expansão luso angolana na região e das dinâmicas político militares do século XIX.