Uma História de Poligamia: quando a literatura africana sobe ao palco em Angola.
Uma História de Poligamia: quando a literatura africana sobe ao palco em Angola.
A força da literatura africana contemporânea ganha nova vida nos palcos com a adaptação teatral de Niketche, obra da escritora moçambicana Paulina Chiziane, uma das vozes mais marcantes da ficção em língua portuguesa no continente.
Em formato de circulação internacional, a peça resulta de uma co-produção entre a Kafukolo 5 e a Luarte, com encenação de Eliot Alex, e percorre várias províncias angolanas, aproximando públicos distintos de um texto profundamente atual.
Uma história que continua atual;
Publicado originalmente em 2002, Niketche: Uma História de Poligamia tornou-se uma referência incontornável da literatura africana. A narrativa acompanha Rami, uma mulher que descobre que o marido mantém várias relações simultâneas. O que poderia ser apenas um drama conjugal transforma-se numa poderosa reflexão sobre tradição, cultura, identidade feminina e estruturas de poder.
Ao invés de assumir o papel de vítima silenciosa, a protagonista constrói um caminho de consciência e transformação, questionando os limites impostos pela sociedade e reinventando a sua própria narrativa.
É precisamente essa dimensão de resistência, diálogo e descoberta que ganha força redobrada na adaptação teatral.
Do livro ao palco: emoção e identidade;
Levar Niketche ao teatro não é apenas representar uma história — é corporizar conflitos sociais ainda presentes em muitas comunidades africanas. No palco, os corpos, os gestos, os silêncios e as danças tornam visível aquilo que o romance constrói em palavras: a complexidade das relações humanas e o poder da solidariedade feminina.
A estética da encenação aposta na valorização da identidade africana, tanto no figurino como na expressividade das atrizes, reforçando o simbolismo cultural da obra.
Mais do que entretenimento, trata-se de teatro com propósito social.
Circulação nacional e intercâmbio cultural;
A apresentação em cidades como Lubango, Namibe, Benguela, Caxito e Luanda reforça a importância da descentralização cultural e do acesso às artes performativas fora dos grandes centros.
Este tipo de iniciativa fortalece o intercâmbio cultural entre Angola e Moçambique, demonstrando como a arte pode ser uma ponte entre países que partilham língua, história e desafios sociais semelhantes.
Cultura também é turismo;
Num país com crescente aposta na diversificação da oferta turística, eventos culturais como este acrescentam valor ao destino. O turismo cultural tem capacidade de dinamizar economias locais, gerar mobilidade interna e estimular a procura por alojamento, restauração e serviços associados.
A circulação de peças com relevância internacional contribui para posicionar Angola como palco ativo de produção artística africana contemporânea.
Uma mensagem que permanece;
Niketche não é apenas uma história sobre poligamia. É uma reflexão sobre escolhas, liberdade e transformação. Ao subir ao palco angolano, reafirma a importância da literatura africana e da voz feminina na construção de narrativas que desafiam o status quo.
Num momento em que a cultura assume papel estratégico no desenvolvimento social e económico, iniciativas como esta mostram que o teatro continua a ser uma poderosa ferramenta de diálogo, consciência e identidade.
Dos monumentos e estatuária de Benguela destaque se a estátua ao fundador da cidade, Manuel Cerveira Pereira, a qual, fronteira ao Palácio do Governo Distrital, exibe o busto do homenageado, adossado a um volume vertical de perfil triangular.
O Cine-Teatro Monumental é a sala de cinema mais antiga da cidade de Benguela. Foi construído durante a década de 1950, com projeto do arquiteto Fernando Batalha. Foi inaugurado em 10 de junho de 1952, com uma projeção do filme Teresa Venerdi, de Vittori
Foi estabelecida como Reserva Parcial em 1974. Localizada a cerca de 30 km de Benguela, ocupa uma área de 400 km². Descrição: Com uma altitude que vai dos 380 aos 1.210 metros, apresenta uma topografia bastante irregular, com afloramentos rochosos.
Caminho de Ferro de Benguela (ou CFB) é uma linha ferroviária de Angola. É também o nome da empresa que a explora, a antiga Companhia do Caminho de Ferro de Benguela SARL. Liga o porto do Lobito, na costa atlântica, à povoação fronteiriça de Luau, na par
Possivelmente a primeira construção de pedra e cal da cidade, é o único do género em toda a África Austral. Nos anais da História consta que nela se faziam os enterros dos Europeus até 1838 altura em que foi inaugurado o cemitério da cidade.
Este é o largo mais antigo de Benguela. Foi um importante centro da actividade comercial, concentrando grande parte dos interesses economicos e da vida social da urbe, devido a afluencia das caravanas provenientes do interior com objectivo de negociarem a
Construído na década de 1940, o Palácio da Associação Comercial é um edifício imponente no centro de uma praça ajardinada, em frente ao vetusto edifício do Tribunal. Após a independência, tornou‐se a sede provincial do MPLA
Adquirido em 1880 a um traficante, o chalet de sobrado do século XIX em adobe, madeira e telhado de várias águas, era rodeado de varandas e balaustrada e tinha ao centro um piso elevado. Já muito arruinado, sofreu obras de ampliação entre 1940‐1950, sob a
O edifício centenário da Estação do Cabo Submarino, completamente destruído por um incêndio de grandes proporções na madrugada de 28 de março de 2015, funcionava como sede das direcções provinciais da Cultura e da Família e Promoção da Mulher em Benguela.
Para pedidos mais detalhados ou envio de documentação.
Disponível todos os dias das 08h00 às 22h00.
Permite esclarecer dúvidas, apoiar reservas e orientar na escolha das melhores opções de alojamento e serviços turísticos.