Empresas devem inovar para sobreviver à pandemia da Covid-19 - Noticias

Empresas devem inovar para sobreviver à pandemia da Covid-19

Benguela - As empresas dos vários ramos de negócios devem inovar os seus processos de gestão e melhorar a actuação no mercado, para sobreviverem ao actual contexto do país e mundial, marcado pela pandemia da Covid-19, advogou hoje, nesta cidade, o docente universitário Amaro Ricardo.

Falando num workshop sobre “Estratégias para recuperação das empresas em momento da Covid-19”, o professor disse que, a par do já referido, as metas preconizadas por cada negócio devem estar alinhadas às reais capacidades de cada unidade.

Segundo o prelector, em função do momento, as empresas devem “reinventar-se”, ou seja, reduzir ao máximo as suas estruturas de custos, negociando, se necessário, com os colaboradores um pacote de remunerações que se adapte aos rendimentos, ao invés de encerrarem as portas.   

Neste caso, adiantou, os funcionários perdem algum rendimento, mas as empresas e o Estado também perdem, naquilo que seria chamado de “perdas solidárias”, um modelo que poderia ser replicado em todo país, evitando os despedimentos massivos e o encerramento de unidades empregadoras.

A estratégia maior para saída desta crise, refere Amaro Ricardo, passa pela reestruturação das empresas, dos produtos, serviços e estratégias que levam a que não haja estagnação a pretexto da crise. “ A inovação não significa necessariamente a criação de um produto novo, sendo também a alteração dos métodos de actuação e apresentação de serviços”, referiu.

Por seu lado, Edgar Oseias, outro docente universitário e administrador de uma das empresas privadas de transportes urbanos colectivos do município do Lobito, apontou o controlo de “custos com o pessoal e de manutenção”, como uma das vias capazes de manter qualquer negócio.

Segundo o administrador empresarial, em qualquer organização séria, o maior peso tem a ver com o pessoal e de manutenção, pois, “quem produz o dinheiro são as pessoas e, por isso, devem ser bem remuneradas em proporção do trabalho que exercem”.

Segundo o gestor, que já foi funcionário das Nações Unidas e docente no Reino Unido, na sua empresa, com cerca de 700 trabalhadores, diariamente cada um deve produzir um plano de trabalho de manhã e um relatório de desempenho no final do dia, que são depositados no arquivo para os casos em que haja discussões a volta de incremento salarial, acordos colectivos, despedimentos ou sanções.

Por outro lado, indicou que na empresa de que é proprietário, tem domínio de quantos quilómetros de vida útil tem um pneu chinês e quantos tem o pneu japonês, assim como a durabilidade de uma lâmpada de iluminação, numa gestão que facilita o controlo dos encargos com a manutenção.

Afirmou que a economia angolana está a obrigar os gestores a operarem nos limites da análise de custos, o que não era comum.

Participaram da acção formativa, organizada pelas empresas Soalemag e Pamakel, empresários, gestores, empreendedores e responsáveis de áreas económicas de instituições públicas.




Fonte:Angop




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