Os 106 anos da cidade do Lobito

Os 106 anos da cidade do Lobito

tropicalia
tropicalia

Nos seus 106 anos de idade, é uma cidade jovem e moderna, bonita e simpática, sossegada, acolhedora, organizada, de portas abertas aos seus visitantes, com as suas belas praias da Restinga, pontos turísticos (miradouros, fortes e parques florestais), o carnaval, o folclore e uma competente rede hoteleira e de transportes públicos e privados. É de facto “a sala de visitas de Angola”!

A origem do nome

A origem do nome Lobito provém da palavra em língua umbundu Pitu, antecedida da partícula classificativa Olu, o que resulta em Olupitu, que significa “porta, passadiço, passagem”, que as caravanas de carregadores, ao descer dos morros vindos do interior, percorriam antes de atingirem a “praça comercial” da Catumbela. Com o andar do tempo, de Olupitu o nome passou para Lupitu e, daí, acabou finalmente por ser aportuguesado para Lobito.  

Um pouco da sua história

O Lobito é um dos 10 município da província de Benguela, situado a 30 quilómetros da sede capital provincial, com uma extensão de 2.700 quilómetros quadrados, correspondentes a sete por cento do território da província. Com uma população superior há 324 mil habitantes, o Lobito é servido presentemente por 13 hotéis, 17 restaurantes e similares, mercados e super-mercados e mais de 50 pequenas unidades de comércio diverso. 

Inicialmente chamada "Catumbela Salgada" e "Catumbela das Ostras" para se distinguir da Catumbela (de água doce) passou progressivamente a ser chamada de Lobito (referência mais antiga já em 1831). É servido pelo Caminho de Ferro de Benguela (CFB), pelo Porto Comercial, Comando Provincial de Protecção Civil e Bombeiro, Tribunal Provincial, Refinaria de Petróleo em construção e a Sonangol distribuidora A história do município do Lobito remonta dos finais do século XIX, princípios do século XX, marcada pelo contrato mineiro, que tinha por objectivo ligar o caminho de ferro de Benguela à Baía do Lobito. 

Embora haja referências históricas de que a baía do actual Lobito já fosse utilizada na segunda metade do século XVII por várias armadas que aproveitavam o seu excelente abrigo contra o mar, o vento e os avistamentos pela navegação, a ocupação efectiva das terras do município data apenas do início do século XVIII com a exploração das caleiras e ostras retiradas do mangal e com a utilização dos mangues e da baía para extracção da madeira e para o contrabando de escravos e outras mercadorias, apesar da escravatura já ter sido abolida.  Mais tarde as salinas tiveram igualmente a sua importância económica.

Em 1831 António Lopes Costa Almeida e em 1866 Alexandre Magno Castilho referem nos seus textos a península e baía do Lobito em simultâneo com o nome anterior de "Catumbela das Ostras".

Apenas nos finais do séc. XIX e no início do século XX a cidade começou a ter alguma projecção com a utilização da baía para atracagem de barcos de grande porte e com o início da construção do caminho de ferro de Benguela, cuja outorga a Robert Williams é feita em 1902.

Com a criação da primeira Intendência do Lobito em 19/01/1911 entregue a José Pereira da Cunha, a cidade passou a ter uma presença portuguesa mais dominante e depois dos conflitos existentes entre o Município da Catumbela, criado em 1905, ao qual o Lobito estava agregado, Norton de Matos, por decreto lei, transformou-a em cidade a 02 de Setembro de 1913, ficando a Catumbela sob a alçada do Lobito, apesar da inúmera contestação dos catumbelenses.


Desde então, dado o desenvolvimento do CFB e do Porto Comercial, empresas de dimensão internacional concorrem entre si, fazendo com que a câmara municipal da Catumbela se mudasse para o Lobito, a 02 de Setembro de 1913.   


Image gallery


Não espere mais, precisa de ajuda?