Lobito - Cerca de seis navios de pesca de cerco e arrasto foram construídos de 2017 até a presente data, no estaleiro do Lobito Velho, na província de Benguela, no quadro do relançamento da indústria naval no país, informou hoje sócio-gerente da Sopesul, António Vieira.
Segundo o sócio-gerente da Sopesul, gestora do empreendimento, trata-se de navios em madeira construídos nas instalações do estaleiro naval, reactivado em Maio de 2017, no bairro do Lobito Velho, fruto de uma parceria entre empresários angolanos e chineses.
O também responsável do empreendimento de construção naval adiantou que das seis embarcações de pesca, apenas duas e, nomeadamente, de cerco, já estão operacionais para a captura de pescado.
Em relação as operações de pesca dos restantes quatro navios de pesca de arrasto, ainda estão condicionadas à licença por parte do Ministério das Pescas e do Mar, de acordo com António Vieira.
Por isso, disse, estes barcos destinados à pesca de arrasto permanecem estacionados no estaleiro naval, apesar de estarem prontos e a sua paralisação criar muitas dificuldades ao estaleiro naval.
“Precisamos de trabalhar e construir barcos, porque o país precisa de pescar”, manifestou, acrescentando que em Angola, ao contrário do que se pensava, afinal tem condições para poder construir-se barcos, sendo prova disso o estaleiro naval na zona do Lobito Velho.
Além da falta de licenças, António Vieira apontou outras dificuldades, relativas à aquisição de madeira no país para o fabrico das embarcações, acesso ao crédito na banca e falta de pregos de qualidade no mercado. Essas razões, segundo a fonte,motivam a importação de peças da China.
Reactivado em Maio de 2017, no quadro de uma parceria entre empresários angolanos e chineses, o estaleiro naval do Lobito Velho tem um plano inclinado para construção de navios de arrasto de até 26 metros, com capacidade para 40 toneladas. Cada embarcação pode levar 30 elementos, incluindo a tripulação.
O empreendimento emprega nove técnicos chineses e 50 angolanos na produção de embarcações.
Fonte: ANGOP
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