Combate a incêndios com meios insuficientes em Benguela

Combate a incêndios com meios insuficientes em Benguela

FOTO: HENRI CELSO
FOTO: HENRI CELSO

Lobito - A província de Benguela conta apenas com cinco veículos de extinção de incêndios operacionais, o que, nalgumas ocasiões, atrasa a resposta dos Serviços de Protecção Civil e Bombeiros em algumas intervenções nesta região, apurou hoje a Angop.

Falando à Angop, a porta-voz do Comando Provincial dos Bombeiros em Benguela, Alexandrina Luís, informou que dos onze veículos existentes na área de combate a incêndios, seis estão avariados e sem possibilidade de recuperação a curto prazo.

Relativamente aos meios náufragos, acrescentou, doze viaturas estão operacionais neste momento e outras doze inoperantes, enquanto dos cinco equipamentos de sucção de água, apenas um funciona.

Avançou, também, que os Bombeiros têm apenas um meio de desencarceramento, usado em casos de acidentes envolvendo viaturas, para além de três ambulâncias, das quais duas estão operacionais.

Para Alexandrina Luís, a quantidade de equipamento disponível nas unidades de Benguela estão muito aquém de corresponder às solicitações, apesar das propostas enviadas ao Ministério do Interior há mais de um ano,  no sentido de reforçar os meios de trabalho.

Em termos de recursos humanos, garante que a corporação está “bem servida”, com um efectivo de 959 elementos, entre 661 agentes masculinos e 298 femininos.

Actualmente, a província tem apenas dez quartéis dos bombeiros, localizados entre os municípios do Lobito, onde funciona o Comando Provincial do sector, Catumbela, Benguela (sede), Baía Farta, incluindo as comunas de Catengue e Canjala.

Para a zona norte, explica que a unidade da Canjala atende os municípios do Bocoio, Balombo e zonas anexas, enquanto para o sul, a unidade de Catengue cobre o próprio município, o Caimbambo, assim como o Cubal e Ganda.

A agente apontou o sector dos incêndios como o mais exigente, devido à negligência das pessoas que chegam a deixar velas acesas em casa e até combustível, no caso de revendedores, ao cuidado de crianças.

Por outro lado, reclamou dos espaços confinados, resultantes das construções desordenadas, porque causam grandes problemas na intervenção dos bombeiros.

"Muitas vezes, somos obrigados a subir em tectos de casas vizinhas para conseguir  atingir o alvo com as nossas mangueiras", ressaltou.

Questionada sobre o atraso das unidades móveis em algumas intervenções, Alexandrina Luís revelou que muitas vezes o mesmo veículo está a terminar uma operação e já é solicitada para outra, face à escassez de meios para alternar.

Lamentou ainda o comportamento de cidadãos que fazem comunicações falsas e outros que, por desconhecimento, usam o código  113 da unidade central em Luanda, cujo retorno chega muito tarde ao real destino.

Além da intervenção em situações de incêndio, desencarceramento ou limpeza nas estradas, afogamentos, os bombeiros têm ministrado palestras em escolas, igrejas, centros e locais balneares como praias, no intuito de aconselhar as pessoas a seguirem procedimentos correctos em situações inseguras.

Observa-se hoje, 4 de Maio, o Dia Internacional do Bombeiro.A data foi estabelecida em 1999, após uma intensa circulação de emails pelo mundo gerada pela trágica morte de cinco bombeiros num incêndio na Austrália.

Fonte: Angop



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