A beleza e potencial de Benguela

A beleza e potencial de Benguela

A beleza e potencial de Benguela

É muito conhecida, essencialmente, pelos belos areais, águas límpidas e pequenas baías recortadas ao longo dos seus 200 quilómetros de costa. Praias como a da Baía Azul, Santo António, Caotinha, Morena, Kuito, Equimina e Restinga do Lobito engalanam o roteiro turístico da localidade.

A Província é rica em monumentos históricos, entre os quais podemos citar a Igreja da Nossa Senhora do Pópulo, a igreja da Catedral, a Igreja da Nossa Senhora da Graça, o Largo da Peça, a Rua 11, do poeta e escritor Alves de Almeida Santos, o museu de arqueologia, que no passado havia sido a Companhia do Cabo Submarino, instalado durante a Conferência de Berlim para fornecimento de informações, entre outras.

O território da província representa uma complexa combinação de planaltos escalonados, cortada por vales e rios e é drenada por alguns cursos de água que confinam nas bacias hidrográficas do Balombo, Cubal da Hanha, Catumbela, Cavaco e Coporolo, que definem vales agrícolas importantes da faixa litoral da província (Canjala, Hanha, Cavaco, Catumbela e Dombe Grande).
 
Os rios Balombo, Catumbela, Coporolo e Cavaco, são os principais onde a língua nacional falada é o Umbundo. As terras que hoje formam esta parcela acabaram por despertar a atenção de Manuel Cerveira Pereira, governador-geral de Angola, entre 1603 e 1607, que nelas se estabeleceu em 17 de Maio de 1617, depois de ancorar na baía de Santo António.

Com a construção do Caminho-de-ferro de Benguela, no início do século XX, a cidade tornou-se no grande motor da região centro e sul de Angola. Por esta altura ocorreu também o “bom” do Lobito, onde se construiu um dos mais importantes portos do sul de África com águas profundas, transformando-o num grande eixo de desenvolvimento da província e do país.
 

A província de Benguela apresenta um grande potencial agrícola devido à estrutura dos seus solos e às condições hidrográficas do seu território. Cerca de um milhão de hectares são terras favoráveis ao desenvolvimento da actividade agrícola predominada pela banana, milho, batata rena, batata-doce, sisal, algodão, café, trigo, abacaxi, feijão, mandioca, hortícolas, manga e cana-de-açúcar.
 
A produção divide-se em culturas frutícolas (abacate, abacaxi, banana, goiaba, mamão, manga e maracujá), culturas hortícolas (cebola e tomate), cultura de tubérculos (batata doce e batata rena), cultura de oleaginosas (algodão, amendoim, girassol), cultura de leguminosas (diversas espécies de feijão, soja), cultura cerealíferas (milho, trigo), cultura de café arábica e cultura da cana-de-açúcar.
 
No sector pecuário, Benguela dispõe de um forte potencial para a criação de gado bovino, suíno, caprino e avícola, ocupando o quarto lugar a nível nacional em termos de produção pecuária. Benguela é o segundo maior produtor de pescado no país. O sector das pescas tanto industrial quanto artesanal assume uma importância no contexto socioeconómico da província. Abundam nos mares desta zona espécies como o cachucho, garoupa, corvina, carapau, sardinha e cavala. A população, na sua maioria é de etnia Ovimbundo e Nganguela.

O Clima na província é tropical árido, influenciado pela Corrente Fria de Benguela.
 

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