Lobito - O município da Baía-farta, na província de Benguela, necessita de um plano director para melhorar a estrutura arquitectónica da cidade, recuperar e reabilitar os espaços para o turismo, segundo o empresário Jorge Gabriel.
O empresário, com mais de 40 anos no sector de hotelaria e turismo, apresentou esta inquietação no primeiro fórum sobre as potencialidades sócio-económicas e ambientais do município.
"Temos possibilidade de implementar, nalguns espaços, o caravanismo, campos de golfe, parapentes para uso de aviões ultraleves, desportos de montanha e muitos outros", sugeriu o empresário.
Acrescentou ainda que faltam também estruturas de apoio, como mais unidades hoteleiras, resorts, lojas de conveniência, projectos habitacionais, etc.
Para Jorge Gabriel, as praias da Caota e Caotinha deveriam passar para a jurisdição da Baía Farta, devido a curta distância da zona costeira, ao invés de pertencer ao município de Benguela.
Classificou de "agressão ambiental", a poluição do mar por parte de embarcações e descarga de resíduos das empresas e da população.
"Esta situação inibe o turismo, porque ninguém vai querer mergulhar em águas poluídas", exemplificou.
De acordo com Jorge Gabriel, o município tem grande potencial turístico e o Estado sairia a ganhar com a arrecadação de receitas provenientes dos impostos.
Fez questão de discriminar alguns lugares turísticos, como as praias da Baía Azul, do Meva, Baía dos elefantes, o ponto de São José, na Macaca, e a reserva natural de Chimalavera, capazes de impulsionar a indústria turística.
A Baía Farta, com uma extensão territorial de seis mil, 744 quilómetros quadrados, tem três comunas, nomeadamente a do Dombe Grande, da Calohanga e da Equimina, com uma população estimada em 118 mil e 926 habitantes.
Fonte:Angop