Ambientalista defende formação de técnicos para melhor exploração da terra

Ambientalista defende formação de técnicos para melhor exploração da terra

Ambientalista defende formação de técnicos para melhor exploração da terra

Benguela - O ambientalista e docente universitário Miguel Arcanjo Nito defendeu hoje, segunda-feira, em Benguela, uma aposta na formação de quadros em geociências para uma melhor exploração dos recursos que a terra nos oferece.

O docente, que falava à Angop, no quadro do Dia Mundial da Terra, que hoje se assinala (22 de Abril), é de opinião que só com uma formação adequada dos técnicos será possível um melhor conhecimento e exploração sustentada da terra.

Recordou que o Planageo, implementado há mais de quatro anos pelo Executivo angolano, que visou a realização de estudos para se identificar o potencial mineiro e as localidades do território nacional em que se encontram, cujos resultados são aguardados com muita expectativa, contou com o concurso de especialistas estrangeiros, justamente devido a insuficiência de quadros nacionais.

Segundo Miguel Nito, ainda não se conseguiu usufruir de 10 porcento das riquezas que se encontram no solo do país. “Existe um potencial mineral geológico desde clinquer, diamante, petróleo, ouro, gesso e rochas ornamentais como granito, dentre outros, que infelizmente ainda não são explorados por falta de técnicos e de políticas”, disse.  

Para o ambientalista, estes recursos, se bem explorados, poderiam ajudar na criação de riqueza para o combate a pobreza e melhoria do bem-estar das populações, como uma fonte de arrecadação de receitas para o tesouro nacional e para cobrir as despesas do Estado, ao mesmo tempo para beneficiar todos os cidadãos nacionais no sentido de se fomentar as exportações e ajudar no desenvolvimento.  

“A terra é um lugar aonde podemos encontrar tudo, desde o desenvolvimento das plantas que dão oxigénio ao homem e alimentam a atmosfera, aproveitando os inúmeros recursos que podiam servir de certa maneira para o combate a pobreza e arrecadação de receitas”, disse.

Miguel Arcanjo Nito reconheceu que o ordenamento do território tem sido uma grande preocupação quanto ao uso dos solos que, quando mal utilizados, acabam por criar desastres naturais que podem ser evitados com a realização de estudos de impacto ambiental antes da implementação de qualquer projecto.

O especialista frisou ainda que os conflitos de terra existem, embora muitas vezes as pessoas que lutam para se apropriarem delas não as explorem convenientemente.

“Deve haver mais oportunidades aos investidores, sobretudo aqueles que pretendem implementar projectos agrícolas e no sector mineiro, jogando um papel determinante, para o efeito a aprovação dos planos directores municipais”, enfatizou.

O Dia Mundial da Terra (22 de Abril) é comemorado desde 1970, mas apenas em 2009 a data foi institucionalizada, após a realização da 80ª assembleia-geral das Nações Unidas.

Fonte: ANGOP



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