Benguela - Três mil e 718 efectivos do Comando Provincial da Polícia Nacional em Benguela participam desde hoje, quarta-feira, numa acção formativa de instrução operativa e patriótica, de modo a melhorarem o domínio da técnica, das leis e o seu profissionalismo.
Durante oito meses, os efectivos vão aprimorar matérias sobre técnicas de preparação policial, segurança nacional, formação jurídica, direitos humanos, educação física, entre outros.
A instrução operativa e patriótica visa ainda capacitar os quadros do comando local da PN em matérias doutrinal castrense, relativamente ao planeamento estratégico operacional e táctico das acções de enfrentamento, consolidação do dever de obediência aos superiores hierárquicos, bem como do espírito de camaradagem e de missão.
Desenvolver atitudes, valores e uma cultura assente na correcta expressão oral e escrita, bem como desenvolver no seio dos efectivos uma mentalidade de respeito às leis, dedicação ao serviço público com isenção e senso de responsabilidade no interesse das comunidades, são outros aspectos a serem analisados.
O comandante provincial da Polícia Nacional em Benguela, Comissário Elias Livulo, dirigindo-se para as tropas em parada, por ocasião da abertura do curso, adiantou que os oito meses de instrução vão permitir ao efectivo adquirir habilidades que permitam desempenhar melhor as funções policiais, bem como competências que possibilitem exercer com civismo e eficácia a actuação policial dentro dos parâmetros sociais.
Segundo o responsável, a formação vai proporcionar igualmente valências para o perfil do efectivo, nos mais variados órgãos de especialidades, harmonizando os procedimentos de base da actividade diária dos efectivos, sendo a polícia um órgão castrense guiada num mando único.
O comissário reconheceu a necessidade de melhorar cada vez mais as técnicas de actuação, a postura como agentes de autoridade, num relacionamento entre si e os superiores hierárquicos, principalmente no cumprimento das missões, que só serão alcançados se houver empenho na preparação.
Elias Livulo acredita que a formação sirva de mola impulsionadora no resgate da autoridade de certos efectivos, sobretudo na classe de oficiais, em que muitos têm vindo a demonstrar alguma fragilidade na tomada de decisões sobre o uso dos meios orgânicos pelos efectivos, quando confrontados com situações complexas no que tange ao combate a criminalidade.
Participam na formação de instrução operativa e patriótica, oficiais superiores, subalternos, sub-chefes e agentes.
Nos últimos meses, a actuação de alguns efectivos da Polícia Nacional tem merecido o repúdio da população e não só, devido ao uso desproporcional de força contra os cidadãos, má conduta e desrespeito das normas castrenses.
Fonte: ANGOP
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