O Quintalão dos Escravos, no Egipto Praia, é um dos lugares de memória mais marcantes da costa central de Angola.
Aqui funcionou um pátio de concentração e triagem de cativos antes da venda e do embarque, integrando a chamada Rota dos Escravos local. Ao lado, a “Loja dos Escravos” cumpria a função comercial do tráfico. Hoje, o conjunto encontra-se em ruína, mas mantém forte valor histórico e simbólico.
O Egipto Praia situa-se a noroeste do Lobito, junto à foz do rio Balombo (Praia da Navala), zona de palmeirais, pesca artesanal e grande potencial para ecoturismo. É um território com forte densidade histórica e paisagística, articulando património natural e vestígios do período do tráfico negreiro.
Os registos descrevem o Quintalão (pátio) e a Loja (venda) como estruturas contíguas; colado ao Quintalão existia ainda um “dormitório” associado. Em dimensões: Quintalão ≈ 25 m (L) × 65 m (C) e Dormitório ≈ 9 m (L) × 45 m (C).
Mesmo em ruína, são legíveis a organização do pátio, as alvenarias remanescentes e a relação com o Rio Balombo.