Baía Farta - O secretário do Presidente da República para o sector produtivo, Isaac dos Anjos, admitiu hoje (sexta-feira), no município da Baía Farta, província de Benguela, que existe limitação de recursos piscatórios na costa local, o que implica uma exploração responsável para se garantir a sua sustentabilidade.
Em declarações à imprensa, no segundo e último dia da sua visita de constatação do sector piscatório local, Isaac dos Anjos disse que o mar só dá o que pode, por isso, há necessidade de preservação e sustentabilidade dos seus recursos.
Quanto a presença de navios pesqueiros, sobretudo estrangeiros, que praticam pesca de “arrastão”, o secretário disse não ser sua a responsabilidade de se pronunciar sobre o assunto.
“Fui enviado à província para fazer um diagnóstico do sector e falar com as entidades locais, a fim de se tomarem decisões para mitigar a situação, e medidas serão tomadas”, afirmou, sustentando que elas terão em atenção a necessidade de se assegurar os empregos e a sustentabilidade dos recursos do mar.
Questionado sobre a possibilidade de vir a assumir a governação da província de Luanda, afirmou que nunca foi abordado sobre o assunto, pelo que são meras especulações.
“Já exerci a função em três províncias. É tempo dos jovens assumirem as suas responsabilidades”, retorquiu.
Depois de trabalhar recentemente na província do Namibe, o secretário da Presidente da República chegou esta quinta-feira a Benguela, onde manteve um encontro de trabalho, a porta fechada, com os operadores do sector piscatório, na sede municipal da Baia Farta, principal pólo de pesca na província.
Hoje, sexta-feira, para encerrar a sua jornada de campo, deslocou-se à povoação piscatória da Caota, município de Benguela, onde manteve contacto com as pescarias Famiahão e Guanda Pesca.
Após constatações na Caota, Isaac dos Anjos regressou à Baia Farta, tendo visitado e interagido com os responsáveis das empresas (pescarias) Pesca Fresca, Vimar e Filhos e a empresa Iemanjá, antes de se deslocar até a Cidade do Sal.
Desde finais de 2019, a região costeira da província (cidades de Benguela, Baía Farta, Catumbela e Lobito) tem registado uma acentuada falta de pescado, incluindo de sardinha, um dos pelágicos geralmente mais abundantes e de grande consumo na região, passando a custar actualmente 200 kwanzas a unidade, contra os anteriores 10 kz.
Nas pescarias, uma caixa de carapau de 20 quilogramas custa actualmente entre 21 a 23 mil kwanzas, quando há meses era comercializada entre 10 a14 mil kwanzas.
Fonte: Angop