Rota de Ecoturismo - Caminhada das Estações Arqueológicas de Benguela - Noticias

Rota de Ecoturismo - Caminhada das Estações Arqueológicas de Benguela

Fotografia do evento: Alvaro Portelinha
Fotografia do evento: Alvaro Portelinha

12 de novembro de 2021 - realizou-se a primeira edição da Rota de Ecoturismo, denominada Caminhada das Estações Arqueológicas de Benguela.

O evento foi levado a cabo pelo destinobenguela.com e hoteisangola.com em parceria com o Museu Nacional de Arqueologia e a Organização comunitária Luz Verde.
A atividade tinha como objetivo principal, mostrar a população local que é possível fazer um turismo diferente, aliando elementos como o desporto, paisagem, história e cultura.
Com a prossecução deste projeto, as equipas envolvidas pretendiam efetivamente realizar uma atividade ao ar livre e acessível a todos (gratuita), onde compareceram no total 23 participantes.

Tendo em atenção a situação epidemiológica do Pais, todos os participantes fizeram-se acompanhar com os respetivos cartões de vacina/certificados de vacinação, as medidas de seguranças foram devidamente cumpridas.
A organização teve a máxima atenção no planeamento da actividade, informando antecipadamente a Administração Municipal de Benguela, Polícia Nacional, Direção Provincial da Saúde e autoridades tradicionais.
O evento teve início as 8 horas da manhã, sendo ponto de encontro a escola da Coata (este local fica ao nível do mar). Os participantes rumaram as estações arqueológicas seguindo as orientações do guia (elemento do Museu Nacional de Arqueologia).
Os pontos a visitar fazem parte do trabalho que o museu tem vindo a desenvolver localmente e os locais podem ser visitados com o conhecimento dos mesmos.
O circuito percorrido levou-nos até ao planalto da Coata, sendo que os primeiros 500 metros foi ao nível do mar, o quilometro seguinte tinha maior inclinação e foi relativamente mais difícil, já que, partimos de uma cota de 10 metros rumo a uma cota a 100 metros de altura, o que faz com que tenhamos no trajeto uma inclinação que chegou aos 13%. Atingindo o planalto central oscilamos numa altitude entre os 100 e os 118 metros de altitude, sendo o terreno relativamente plano. O circuito foi devidamente planificado e em algumas zonas tivemos de sair do caminho para entrar nas zonas das estações arqueológicas (1,5km sem caminhos demarcados mas em zonas planas sem dificuldades). 
Neste evento tivemos o privilégio de ser acompanhados pela diretora do Museu Nacional de Arqueologia Drª Maria Helena Benjamim, que juntamente com a sua equipa nos foi explicando o trabalho que o museu tem feito aos longos dos anos desde a sua abertura em 1976, e o que tem encontrado nestas estações arqueológicas.
Na caminhada, localizamos fosseis, ossos de animais marinhos não identificados e pedras lascadas. A milhares de anos o homem moldavo pedras transformando-as em utensílios de corte e percussão tendo em conta as suas necessidades no dia a dia. As pedras eram esculpidas atentamente para cortes de carne animal, corte de arbustos e outros.
A pedra lascada é a mais encontrada na estação arqueológica visitada - são pedras que os homens partiam até deixá-las no formato que precisavam.
O uso da pedra no período da pré-história foi um facto tão marcante que um dos períodos da pré-história é denominado paleolítico (palaios=antigos e lithos=pedra) ou idade da pedra (lascada).
Encontramos também vestígios de vida marinha no planalto da Caota, o que para os arqueólogos serve de prova de que a milhares de anos todo aquele terreno estava coberto pelo oceano.
Terminamos o evento com uma vista incrível que fica ao lado esquerdo do sombreiro, virado ao mar com uma elevação de 83 metros de altura o que faz com que a vista seja fantástica de ambos os lados, (lado direito o Sombreiro e esquerdo a Caotinha).
Foi este o início de uma rota que pretendo mostrar futuramente a história desta região e dos povos que nela habitaram.
Att- Este circuito não é recomendado para quem tenha dificuldades física devido as elevações no primeiro quilometro.

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Paginas do Museu: https://www.facebook.com/mnab.benguela.3    e    https://www.facebook.com/museunacionalarqueologia/

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