MULHERES DESMINAM CAMPO NO BALOMBO

MULHERES DESMINAM CAMPO NO BALOMBO

Exposição de alguns engenhos explosivos
Exposição de alguns engenhos explosivos

Lobito – Quinze minas anti-pessoais foram detectadas e destruídas, no município do Balombo, província de Benguela, por um grupo de 15 mulheres afectas à ONG "The Halo Trust"

O referido campo minado, com uma extensão de 48 mil 762 metros quadrados, outrora utilizado na prática agrícola, deverá ser entregue às autoridades do Balombo até ao final deste mês, soube-se no local. 

Segundo a supervisora do grupo, Esperança Nimba, muito provavelmente os camponeses retomarão a sua actividade, após a sua entrega formal à administração municipal.

“Desde o início dos trabalhos, em Novembro de 2020, já detonamos outras nove minas anti-pessoais e continuamos a pesquisar se ainda restou algum engenho explosivo”, revelou a supervisora.

Esperança Nimba, com quatro anos de experiência, afirmou que o trabalho tem corrido sem acidentes ou incidentes, devido ao cumprimento escrupuloso dos procedimentos da Organização Não Governamental britânica "The Halo Trust", criada em 1988.

Já a sapadora Jesuina Jaime, com dois meses apenas de actividade no ramo, contou que o grupo trabalha com responsabilidade e prazer, encorajando outras mulheres a ingressarem naquela ONG, com a finalidade de ajudar o país a livrar-se totalmente das minas.

Por sua vez, Claire Lovelice, explicou que o projecto, envolvendo 100 mulheres especialistas em desminagem, para a província de Benguela, foi concebido em 2017 e só termina em 2025.

“O projecto poderá estender-se a outras províncias do país, em função dos resultados que conseguirmos”, afirmou a coordenadora Claire Lovelice.

Na província de Benguela, estão identificados 40 campos minados, estando quatro deles a beneficiar de acções de desminagem, nomeadamente um no bairro da Graça, arredores da cidade de Benguela, dois no município do Caimbambo e um no Balombo.

Para este projecto, a "The Halo Trust" conta com o patrocínio do governo britânico e das petrolíferas British Petroleum (BP), da angolana Sonangol e da italiana ENI.

Fonte: ANGOP

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