Segundo a directora-geral do MNAB, Maria Helena Benjamin, a instituição museológica, com um acervo de 9.150 peças, reabriu as portas ao público em Maio de 2023, após obras de reabilitação e apetrechamento, face ao estado de degradação que apresentava.
Maria Helena Benjamin considera que o Museu Arqueológico de Benguela já se transformou numa das principais atracções da cidade, o que tem se reflectido no aumento do número de visitantes.
De acordo com a gestora, o Museu recebe mensalmente, em média, 500 visitantes, um aumento de 200 utentes em relação ao período anterior à sua reinauguração. O Museu Nacional de Arqueologia funciona num antigo armazém de escravos, imóvel do século 17 e 18, com oito mil metros quadrados, o que o torna uma grande atracção para os turistas nacionais e estrangeiros que escalam Benguela.
Referiu que, só no mês de Dezembro, mais de 800 pessoas passaram pelo museu para conhecer um pouco mais sobre a história do período em que este edifício serviu de alfândega de Benguela e ponto de concentração de escravos, com destino às Américas.
Deu a conhecer que a galeria de exposições permanentes, temporárias ou itinerantes constitui ponto de atracção, além de actividades educacionais e lazer realizadas no interior e exterior do espaço.
Fruto das obras realizadas pelo Governo Provincial de Benguela, Maria Helena Benjamin reconhece que, hoje em dia, a infra-estrutura está melhor preparada face à demanda, com destaque para a nova galeria de exposições, um espaço para a valorização e divulgação da história e da cultura nacional.
Além da insuficiência de técnicos, a gestora do único museu da cidade de Benguela ainda se queixa da falta de meios de transporte para as deslocações às estações arqueológicas, visando os trabalhos de pesquisa científica.
Acervo
Sendo um museu de âmbito nacional, possui cerca de três mil objectos colectados até 1974, oriundos de 16 sítios arqueológicos de Angola, designadamente nas províncias de Luanda, Uíge, Huambo, Huíla, Namibe, Cuanza Norte e Lunda Norte.
Outros objectos resultam dos trabalhos da Brigada de Pesquisa do MNAB, quer na recolha de superfície como em trabalhos de escavação arqueológica na região da Baía Farta, desde a sua criação e fundação em 1976.
O acervo é composto por fósseis de megalodonte (dente de tubarão), de baleia, objectos que vão desde a pré-História que são os instrumentos em pedra até aos dias de hoje, que são cerâmica, pérolas (missangas de conchas marinhas e casca de ovo de avestruz) e macutas (primeira moeda cunhada em bronze para Angola).
Além deste acervo móvel, a directora diz que há também o imóvel, que são as pinturas rupestres, cerca de 43 sítios de arte rupestre espalhados pelo território nacional. JH/CRB
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