Catumbela – A concessão da gestão do aeroporto da Catumbela ao sector privado e a sua abertura a voos regionais são algumas das medidas previstas pelo Governo, de forma a rentabilizar aquela infra-estrutura.
Inaugurado em Agosto de 2012, entre as cidades de Benguela e do Lobito, o aeroporto a é uma importante e moderna infra-estrutura, com uma pista de três mil e 700 metros de comprimento e 45 de largura, capaz de receber, em simultâneo, três aviões de grande porte como o Boeing 777-300 em horas de pico.
Apesar da sua capacidade projectada para 2.2 milhões de passageiros por ano, está praticamente subaproveitado, razão que levou o secretário de Estado dos Transportes, Carlos Borges, a visitar o empreendimento, para identificar soluções que permitam relançar a actividade no local.
Em declarações à ANGOP no final da visita, o secretário de Estado dos Transportes disse que o aeroporto da Catumbela tem condições acima da média para voos regulares, embora, actualmente, esteja subaproveitada, também por conta da pandemia da Covid-19.
É nesse contexto, que Carlos Borges admitiu a possibilidade da exploração da infra-estrutura aeroportuária pelo sector privado via concessão, um processo que, como referiu, poderá abranger outros aeroportos do país em melhores condições. O objectivo, indicou, é rentabiliza-lo, gerar postos de trabalho e, sobretudo, dinamizar a actividade económica.
No entanto, o responsável escusou-se, por enquanto, a avançar uma data para tal, embora tenha afiançado que este trabalho já começou o ano passado e agora pretende-se acelerá-lo, dado que a situação de inoperacionalidade das infra-estruturas é prejudicial e oneroso para o Estado.
Optimista, aponta como desafio a regionalização do aeroporto da Catumbela, dado o posicionamento estratégico e económico da província de Benguela, não obstante reconhecer que há um “trabalho profundo” ainda a fazer-se a nível da integração regional da aviação civil. Explicou que a estratégia passa por definir medidas que possam atrair investidores do sector privado, para facilitar o desenvolvimento e a melhoria do funcionamento destas infra-estruturas no país.
Como explicou, essa estratégia é nacional e visa a concessão da gestão do sistema aeroportuário no país, estando agora o sector dos Transportes a identificar quais os aeroportos em melhores condições para projectos de referência.
Ainda hoje, o secretário de Estado dos Transportes visitou o aeroporto 17 de Setembro, na cidade de Benguela, outra infra-estrutura em estado de quase abandono, desde que as aeronaves Embraer-120 e Fokker 50 deixaram de efectuar voos domésticos com regularidade..
Fonte: ANGOP