Falta de Iluminação "inibe" combate ao crime em bairros da Catumbela

Falta de Iluminação "inibe" combate ao crime em bairros da Catumbela

VISTA PARCIAL DA SEDE MUNICIPAL DA CATUMBELA
VISTA PARCIAL DA SEDE MUNICIPAL DA CATUMBELA

Catumbela - A falta de iluminação pública, associada ao mau estado dos acessos aos bairros da zona alta do município da Catumbela, está a dificultar, nos últimos dias, o combate eficaz à criminalidade na periferia, apurou hoje, quinta-feira, a Angop.



Os dados foram avançados pelo inspector-chefe Henriques Miguel, do comando municipal da Polícia Nacional na Catumbela, segundo o qual existem, actualmente, “pontos negros” em termos de segurança pública nos bairros do Alto Niva, Caputo, Lombroque e o Luongo, principalmente no período da noite.

Por detrás da situação, aponta a falta de iluminação pública, as dificuldades de acesso aos referidos bairros, sobretudo da zona alta, para além do facto de o comando local da polícia contar com uma única viatura, o que impossibilita chegar atempadamente àquelas áreas.

Mesmo com poucos recursos materiais e humanos, o oficial garante que, com a contribuição dos sobas dos bairros na denúncia dos marginais, a corporação tem feito o seu trabalho e que a comuna-sede da Catumbela apresenta maiores índices de conflito criminal.

“Algumas zonas acidentadas, como o Alto Niva, não dão facilidade de manobra, no período noturno”, realçou, exemplificando que no primeiro semestre a média foi de 0, 4 crimes/dia, números que, como referiu, não transmitem sensação de insegurança pública ainda.

Com 88 crimes registados em seis meses, sendo 78 sido esclarecidos e 15 económicos, o oficial não revelou os dados estatísticos comparativos face a 2019, mas caracteriza a situação de segurança pública na Catumbela como calma.

Independemente da responsabilidade da polícia como instituição na linha da frente do combate ao crime, Henriques Miguel gostaria que a população participasse mais na redução dos níveis de criminalidade, no âmbito do plano de contingência.

Assaltos tiram sono à igreja Católica

O pároco da Missão da Catumbela, padre Paulino Koteca, mostra-se preocupado com os frequentes assaltos às instituições católicas, como centro médico, escola e a própria igreja.

O sacerdote sugere uma outra estratégia de actuação da polícia, não obstante a exiguidade de meios, e enfatiza que os becos do Alto Niva ou Caputo não podem inibir os agentes da polícia de combater a criminalidade.

Para o pároco, o que mais contribui no sentimento de insegurança é o facto de que, quando um marginal é levado à polícia “mal entra, sai logo”, o que deve ser corrigido, sob pena de os cidadãos praticarem justiça por mãos próprias.

Com uma divisão administrativa que compreende as comunas da Catumbela (vila-sede), do Gama, Praia do Bebé e do Biópio, no município da Catumbela vivem mais de 205 mil habitantes.



Fonte: Angop




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