A exposição reúne mais de quinze (15) obras, entre pinturas, instalações e fotografias, sendo que três (3) delas foram concebidas especialmente para esta exibição em Benguela. Através de uma abordagem contemporânea e provocadora, o artista convida o público a refletir sobre temas como identidade, memória, morte e resistência no contexto angolano.
Como parte do programa da exposição,
Gegé M’Bakudi realizará dois (2) workshops gratuitos nos dias: 27 e 28 de Maio, das 14h às 18h, dirigidos a artistas visuais, plásticos, curadores e pensadores da província de Benguela.
Segundo o artista, os objectivos destes workshops são:
1- Criar um espaço imersivo de comunicação entre os participantes e o artista;
2- Introduzir técnicas de narrativa visual;
3- Explorar a identidade cultural e a expressão artística sob uma perspetiva social;
4- Desenvolver projectos autorais utilizando ferramentas contemporâneas como vídeo arte e pintura.
Nas palavras de Gegé M’Bakudi:
“As narrativas contemporâneas do quotidiano angolano exploram, nas artes visuais, a vida diária da população, seus costumes, desafios e identidades. Estas expressões envolvem pintura, escultura, fotografia, instalações, performance e arte digital.
Os workshops mergulham nas minhas práticas e experiências como artista angolano, cuja trajectória é marcada pela experimentação, colaboração e o desenvolvimento de linguagens artísticas únicas. Convido os participantes a explorar as interseções entre tradição, contemporaneidade e visão do futuro.”
A Obra e o Significado
O escritor
José Paciência descreve a exposição como:
“A arte é mais do que estética: é denúncia, é rotina mascarada de morte, é banda desenhada com sangue seco e silêncios históricos. Esta mostra expõe um povo que respira por teimosia, sorri com dentes partidos e transforma sua dor em arte.”
Para ele, esta é uma exposição onde:
“A morte, como artista, molda-nos em obras expostas nas galerias da sobrevivência, onde a legenda é desnecessária porque o sofrimento está evidente na cara de toda gente.”
Sobre o Artista
Gegé M’Bakudi, nascido a 15 de Dezembro de 1999, em Luanda (antigo município do Sambizanga), iniciou-se nas artes desde a infância, tendo consolidado o seu percurso artístico durante a adolescência.
Estudou Construção Civil entre 2015 e 2019 na Escola Superior Industrial de Luanda (Makarenco), mas posteriormente abandonou o sonho de ser arquiteto para seguir uma carreira como artista independente.
A sua prática artística é multidisciplinar, transitando entre a pintura, a fotografia e a performance em vídeo.
A sua obra recorre ao imaginário como forma de reinterpretar cenários sociopolíticos angolanos por meio de intervenções metafóricas.
Gegé utiliza a arte como uma ferramenta de questionamento e resistência, promovendo novos entendimentos sobre o corpo, o tempo e o espaço.
Compromisso Cultural
De acordo com Mário Nascimento, Director Regional da Africell:
“A Africell, por meio da Africell Impact Foundation, reafirma o seu compromisso com a cultura e a promoção das artes em Angola, criando plataformas para a expressão artística e o fortalecimento da identidade cultural do país.”
A exposição “ANGO-METÁFORA DA MORTE” representa mais um exemplo do compromisso contínuo da Africell com o desenvolvimento sociocultural das comunidades onde opera, exercendo a sua actividade comercial no sector das telecomunicações.
A exposição estará disponível ao público de 28 de Maio a 27 de Junho de 2025, na Galeria 10A, em Benguela.
A Africell convida o público a visitar a mostra e a descobrir a força e criatividade da arte angolana através da obra de
Gegé M’Bakudi.
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