Executivo almeja melhor oferta de serviços no CFB

Executivo almeja melhor oferta de serviços no CFB

Executivo almeja melhor oferta de serviços no CFB
Lobito – A fraca capacidade de oferta nos serviços de transporte de passageiros do Caminho de Ferro de Benguela (CFB) fez deslocar, esta quinta-feira, o secretário de Estado dos Transportes, Jorge Bengue, à província de Benguela, soube a Angop.

Em conferência de imprensa, na cidade do Lobito, Jorge Bengue afirmou que existe uma grande demanda de passageiros para diferentes destinos ao longo da linha férrea, como o Huambo, Bié e Moxico, que não é compatível com a maneira como o serviço de passageiros está a ser feito.

Segundo o secretário, foram já identificados alguns problemas que têm a ver com recuperação da frota, principalmente carruagens que "tecnicamente não são recomendáveis para colocar em circulação”.

“O CFB é uma empresa que vive dos subsídios operacionais do Estado, pelo que deve melhorar os seus serviços de arrecadação de receitas, ao ponto de começar a caminhar para a sua própria autonomia”, defendeu o secretário.

Para reverter o quadro, o secretário de Estado adiantou que os ministérios dos Transportes e das Finanças estão a trabalhar para dar suporte aos investimentos planificados para este ano, para melhorar os serviços da empresa.

Referiu-se, por outro lado, sobre as unidades automotoras Muilti Diesel, chegadas a Benguela em meados de 2020, mais adaptadas para o Turismo.

A sua entrada em acção, segundo ele, está a depender de alguns trabalhos, nomeadamente nas oficinas e alguns ajustes que têm de ser feitos nalgumas plataformas das estações, mas garantiu que nos próximos três a quatro meses esses serviços estarão operacionais..

“O transporte de passageiros no troço Lobito/Benguela, usando esse tipo de serviço, vai libertar os comboios mais pesados para o serviço interprovincial, de longo curso”, realçou.

Jorge Bengue afirmou ainda que o transporte de passageiros do Lobito ao Luena precisa de ser mais divulgado e coordenado com o Ministério da Cultura, Turismo e Ambiente, “por ser um serviço bom, confortável e seguro e que pode atrair e promover o turismo interno que o país tanto necessita”.

Questionado sobre o ramal a ser construído na localidade de Ruacano, junto a fronteira entre a Zâmbia e Angola, para facilitar o transporte de mercadorias daquele país vizinho, o secretário afirmou que o processo está em curso.

“Temos um constrangimento financeiro que impede de realizar este projeto com fundos públicos mas, ainda assim, ele consta da estratégia do plano das parcerias público-privadas que o Ministério da Economia está a coordenar, numa perspetiva de se conseguir um parceiro privado, que em conjunto com o Governo possa efectivamente realizar este investimento", disse.

Jorge Bengue visitou algumas instalações do CFB, com destaque para a Direcção de Exploração onde pode constatar questões de segurança que estão ligadas ao controlo da circulação e operação dos comboios.

Na ocasião, apercebeu-se sobre a interação, em tempo real, do operador da sala de operações com o maquinista e o chefe da estação, de forma a controlar todo o processo de circulação, incluindo a velocidade do comboio.

O Caminho de Ferro de Benguela tem uma extensão de mil e 344 quilómetros, do Lobito ao Luau, atravessando as províncias de Benguela, Huambo, Bié até ao Moxico, e conta com 67 estações dentro do referido percurso.

Fonte: angop 

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