Um encontro sobre os aspetos culturais das famílias bantu, da região Sul de Angola, juntou, na tarde de sábado, na província de Benguela, vários criadores e amantes da cultura, no âmbito das comemorações do 8 de Janeiro, Dia da Cultura Nacional, assinalado no mesmo dia.
À margem do encontro, foi apresentado o livro "Genealogia familiar e aspetos da cultura bantu”, da autoria de Graciano Catumbela, pesquisador e conferencista para questões culturais, familiares e religiosas.
A obra é composta por nove capítulos, divididos em 262 páginas, nos quais o autor aborda os hábitos e costumes da nova geração, que se mostra cada vez mais virada para questões do imediatismo.
A obra "Genealogia familiar e aspetos da cultura bantu” foi escolhida, para ser apresentada nas comemorações do 8 de Janeiro, por servir como um veículo de orientação metodológica para a nova geração, por forma a incentivar os jovens a interessarem-se mais pelos valores espirituais, socioculturais, identidade africana, em particular, e pelas famílias bantu angolanas, no geral.
Segundo o antropólogo e padre Gabriel Tchombela, que orientou o encontro, é fundamental direcionar a nova geração, sobretudo os jovens, para garantir a estabilidade do grau familiar, em cada localidade, por meio da cultura.
A situação da consanguinidade, disse, tem sido também a causa de várias realizações, no seio de muitas famílias e a perda dos valores culturais, razão pela qual se justifica a transmissão de conhecimentos retratados na obra literária.
Segundo o autor da obra, o objetivo é despertar a sociedade para a importância da estrutura de uma linhagem familiar, visto ser uma das melhores formas de preservação da identidade cultural, puramente endógena.
Graciano Catumbela nasceu a 13 de Maio de 1983, no município da Ganda, província de Benguela.
É coordenador internacional do Movimento Shalom, que deu origem a uma editora em Benguela, em 2009, fundado na Itália, na Diocese de San Miniato (Fucecchio).
É membro da Associação Literária e Cultural Otchiyta, da Associação de Jovens Empreendedores de Angola (AJEA), da Brigada Jovem de Literatura de Benguela (BJLB) e da União Nacional de Artistas e Compositores, Sociedade de Autores (UNAC-SA).
Fonte: jornaldeangola