Comuna do Dombe Grande na rota turística do país

Comuna do Dombe Grande na rota turística do país

FOTO: CARLOS BENEDITO
FOTO: CARLOS BENEDITO

Benguela - A comuna do Dombe Grande, localizada no município piscatório da Baía Farta, foi indicada como uma das “Duas Aldeias Turísticas” iniciais do país, a par da região da Cadá (Cuanza Sul), pelo órgão de tutela, informou nesta sexta-feira, o chefe do departamento provincial do Turismo e Hotelaria de Benguela, João Calete.

Em entrevista à rádio Benguela, a propósito do Dia Mundial do Turismo, a assinalar-se a 27 de Setembro, João Calete disse que, actualmente, no país, a província de Benguela dispõe do título de “Melhor destino turístico”, galardão que ganhou no ano transacto, à margem do Fórum Mundial do Turismo que decorreu em Luanda.

Para ilustrar, disse que até 2002, a província de Benguela contava com menos de 200 camas no seu conjunto, porém, hoje soma mais de oito mil e quinhentas camas e mais de sete mil trabalhadores ligados ao sector.

O responsável, que apelou aos diferentes administradores locais a trabalharem para elaboração dos Planos Directores de Turismo, com vista a sua aprovação, indicou que em 2019 foram formados 30 guias turísticos

“Precisamos trabalhar para a descentralização de alguns serviços, já que, a título de exemplo, um alvará de Snack-bar tem de ser emitido pelo ministério de tutela, uma situação que urge alterar, tendo em conta as capacidades e qualificações dos técnicos locais, que já passaram por várias acções formativas”, referiu.

Outro aspecto que constitui preocupação, são as ocupações contínuas de espaços para a prática ou construção de equipamentos turísticos, motivados, em parte, pela falta dos Planos Directores Municipais de turismo, assistindo-se a ocupação de algumas áreas com potencial turístico.

A título de exemplo, apontou a famosa zona da Caotinha, onde se poderia erguer hotéis de grandes dimensão ou ainda shopping's para servirem os turistas, contrariamente as residências aí erguidas que não ajudarão na empregabilidade de jovens.

A Baía Azul, outra zona essencialmente turística, com um forte potencial, cujo projecto remetido nunca mereceu reacção das autoridades competentes do órgão tutelar, bem como as densas fazendas do Cubal, cuja actividade pecuária pode inculcar o turismo, também aguardam por políticas mais assertivas.

João Calete admitiu o estado degradado em que se encontram algumas infra-estruturas, nomeadamente o museu local de Arqueologia, o marco de São Pedro, na Catumbela, barco Zaire (na restinga do Lobito), cujos turistas, principalmente estrangeiros, têm preferência.

Entretanto, considera que a prática do turismo é uma actividade transversal, já que implica várias entidades, mormente aquelas que garantem a segurança, as comunicações, a salubridade, além de outras condições necessárias para garantir uma plena comodidade dos hóspedes.

Segundo o chefe do departamento do Turismo em Benguela, na definição técnica, é considerado turista o elemento que, para efeitos de lazer, permaneça na localidade até ou mais de 24 horas, sendo que, o contrário, toma a designação de “consumista”.

Informou que a vocação turística de Benguela é “sol e mar”, além da sua gastronomia, sendo que o interessado deverá procurar por um agente turístico, por via das distintas agências sediadas na província.   

Lamentou, contudo, que a província de Benguela não disponha de um Centro de Convenções com capacidade superior a mil lugares, o que leva a que várias actividades sejam realizadas na cidade de Luanda, por indisponibilidade de espaço, mas acredita que a situação será resolvida dentro do Plano Nacional de Desenvolvimento.

Fonte: Angop




Não espere mais, precisa de ajuda?