Assinado contrato para reabilitação do emblemático Barco Zaire.
Assinado contrato para reabilitação do emblemático Barco Zaire.
Tarcísio Vilela - ANGOP
Lobito - Um contrato para reabilitação do emblemático "Barco Zaire", atração turística na zona da Restinga da cidade do Lobito, que se encontra em avançado estado de degradação, foi assinado esta segunda-feira, soube a ANGOP.
A iniciativa foi da Administração Municipal do Lobito, do Porto do Lobito, do Caminho de Ferro de Benguela, do Aparthotel Aurora e da empresa WHED – especializada em construção civil, fiscalização e consultoria.
O seu orçamento, comparticipado, é de 176 milhões, 285 mil e 570 Kwanzas, no qual a AML assume 50 por cento, enquanto o Porto e o CFB ficam com 25 por cento cada.
O projecto, que resulta de uma parceria institucional entre as cinco entidades, visa devolver dignidade a este ícone da memória colectiva da cidade do Lobito, transformando-o num espaço renovado com vocação cultural, turística e educacional.
Recorde-se que o Zaire foi, durante anos, símbolo da navegação costeira e desempenhou um papel de relevo em momentos marcantes da história recente do país, incluindo o transporte de destacados militantes do MPLA, entre os quais o ex-Presidente da República, José Eduardo dos Santos.
Ao intervir na cerimónia, o administrador municipal do Lobito, Carlos Pacatolo, considerou o acto de assinatura do contrato como um passo decisivo para a materialização de um sonho e promessa feita aquando da sua nomeação como edil da cidade.
"Esta empreitada visa devolver dignidade ao barco Zaire e torná-lo parte das celebrações dos 50 anos da Independência de Angola.
Queremos que quem visite o Lobito não deixe de conhecer este equipamento, com uma nova roupagem e novos propósitos ao serviço da memória histórica e da promoção do turismo local", afirmou.
A entrega do barco, reabilitado, está prevista para o dia 10 de Novembro, na esteira dos 50 anos de Independência do país, segundo o administrador.Já o Presidente do Conselho de Administração do Porto do Lobito, Celso Rosas, destacou que esta reabilitação tem como principal objectivo preservar o valor patrimonial da embarcação, devolvendo-lhe a sua dignidade estrutural e funcional, sem que perca a identidade histórica.
"Queremos criar um espaço polivalente, capaz de acolher exposições, actividades educativas, eventos culturais voltados para a juventude e visitas guiadas. Pretendemos consolidar o barco Zaire como ponto turístico e de memória colectiva da cidade do Lobito", afirmou o responsável.
Na mesma senda, disse ser bastante dignificante para os intervenientes participarem neste projecto, numa perspectiva da sua modernização e valorização histórica.
Para Celso Rosas, este é mais "um encanto turístico e cultural", onde os seus visitantes, sobretudo os estudantes, terão um espaço para adquirir conhecimentos sobre a história recente de Angola.
Aconselhou os utentes a cuidarem da infraestrutura, considerando que será um grande presente para a população no dia 11 de Novembro, data da Independência Nacional.
O barco Zaire é tido como um monumento em homenagem ao ex-Presidente José Eduardo dos Santos, que, no dia 7 de Novembro de 1961, na companhia de outros nacionalistas, foi transportado através daquele meio de Luanda para o exílio na actual República Democrática do Congo, durante a luta contra o colonialismo português pela Independência Nacional. TC/CRB
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