A província de Benguela mostrou, em tempos da Covid-19, estar bem enraizada e conservada a maior manifestação cultural do povo angolano, durante a abertura da exposição Etnocultural, da 43ª edição do Carnaval 2021, realizado domingo no Estádio Nacional de O'mbaka.
No pavilhão Smart Cities, local indicado para a exposição dos municípios
sentiu-se a euforia rítmica dos sons da "kalelwa” (dança dos
tchinganjy), laranja e miúda da Camunda e também marcha (sou o homem),
cantado, tocado e dançado pelos exímios maestros do grupo carnavalesco
Bloco Amarelo, dos Bismas das Acácias.
A contagiante festa do
povo a decorrer até amanhã, segundo o programa da Comissão Provincial
Preparatória, levou o vice-governador para a área técnica e
infra-estruturas, Leopoldo Muhongo, dar um pé de dança. Em representação
ao governador de Benguela, Rui Falcão, Leopoldo Muhongo disse que a
província alegremente vive o Carnaval, respeitando o bem comum vida.
"Em
primeiro lugar temos de viver a alegria que o carnaval nos proporciona e
acreditamos que apesar da Covid, todo o esforço até aqui empreendido,
irá entrar nos anais da história angolana”, considerou.
O
governante entende que para erradicarmos a pandemia, ainda temos muito
caminho a percorrer, mas com força de vontade, tudo é possível. "Vamos
respeitar o protocolo definido pelas autoridades no combate ao inimigo
invisível, pois só assim, teremos uma convivência eufórica e bastante
motivadora durante este Carnaval”.
Mário Kajibanga, director do
Gabinete Provincial da Cultura, Turismo, Juventude e Desportos e
coordenador da 43ª edição do Carnaval 2021, defendeu ter as condições
criadas para as actividades.
"Temos as exposições dos municípios
onde cada um apresenta a sua real produção local, incentivando assim a
aposta produtiva. Temos visitado cada uma delas e constatámos o quanto
as administrações as têm acompanhado”.
Durante a abertura oficial da
exposição Etnocultural da 43ª edição do Carnaval 2021, estiveram
presentes, membros do Governo, empresários, políticos, autoridades
tradicionais e entidades eclesiásticas da província de Benguela.
Segundo
ainda o programa de actividades, depois de Benguela, o município da
Catumbela toma conta das actividades e no terceiro dia, indicado para o
encerramento, o município portuário do Lobito se encarregará do fecho.
Fonte: Jornal de Angola